terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

"Da cozinha para o jardim"

Oi, pessoal!

Bem, no grupo de matérias interessantes, posto aqui mais uma! Esta fala sobre a produção caseira do adubo orgânico ou melhor dizendo a COMPOSTAGEM. Eu dei uma pesquisada na internet, trata-se de "um processo que transforma a matéria orgânica do lixo em adubo. Todo processo acontece em etapas, nas quais o calor, a umidade, fungos, aranhas, minhocas, bactérias, besouros e formigas, decompõem as fibras vegetais e animais. As substâncias orgânicas transformam-se em substâncias mais simples e, depois, em substâncias minerais que podem ser utilizadas pelas plantas". (http://meioambienteturma3302.pbworks.com/w/page/20725757/Compostagem).
Num outro site achei uma matéria super interessante informando sobre as cédulas descartadas na região Norte do país, equivalente a 11 toneladas por mês, que servirão de matéria-prima para a compostagem juntamente com os dejetos orgânicos da Central de Abastecimento do Pará.  (http://www.chacaradeorganicos.com.br/tag/compostagem/). Este site também ensina melhor todo o processo que poderíamos fazer em conjunto com o pessoal do restaurante.
Outro site interessante: http://www.planetaorganico.com.br/composto2.htm

Vou sintetizar a matéria que eu falei primeiro. Esta saiu no MORAR BEM, caderno do jornal O GLOBO que saiu neste domingo. Ela explica que há três técnicas mais utilizadas para a compostagem:

1-As pilhas feitas diretamente na terra para quem tem uma grande área disponível;
2-As caixas de madeira pra quem tem um quintal ou pequeno jardim;
3-Os kits plásticos com minhocário que podem ser colocados em qualquer cantinho do apartamento.

O processo é sempre o mesmo: fazer pilhas de material orgânico sempre intercalando camadas ricas em carbono (encontrado nos restos de jardim), com camadas ricas em nitrogênio (presente no lixo de sua cozinha). É preciso manter uma proporção entre ele: camadas de 30 centímetros para o carbono e de cinco para o nitrogênio e sempre finalizar com folhas secas por cima, de preferência trituradas, o que facilita o trabalho dos microorganismos. De dois a quatro meses, o adubo estará pronto para ser usado no jardim, horta e até pequenos vasos mantidos em casa.
-Só é preciso tomar o cuidado de monitorar o composto a cada 15 dias. Para ficar bom, ele precisa ser remexido de tempos em tempos para que o ar entre e ajude na decomposição biológica do material. O composto não pode ficar sem oxigênio e a umidade também é importante - destaca a engenheira agrônoma Daniela Infante.
Na vermicompostagem, que pode ser feita em casa num kit que vem com três caixas plásticas e um minhocário (isso mesmo, há minhocas envolvidas no processo), não preciso ter a preocupação de aerar o composto. As minhocas se encarregam disso. Nesse caso, o material orgânico é jogado (sempre respeitando a ordem das camadas) nas duas caixas chamadas digestoras, onde as minhocas ajudam a decompor o material.
Na última caixa, que tem uma torneirinha, é depositado o chorume, líquido que sobra da decomposição e pode também ser usado como adubo. Mas não é preciso se preocupar. As caixas são resistentes e ficam bem vedadas. Portanto, não há riscos do chorume vazar ou das minhocas saírem passeando pelo apartamento.
-O produto final do vermicomposto, ou húmos de minhoca, é semelhante ao pó de café e quando pronto pode ser usado como alimento para qualquer planta. Assim fechamos um ciclo, imitando a natureza - diz a arquiteta Tatjana Lorenz, do Instituto Tibé de bioarquitetura, que mantém uma composteira com minhocário em sua sede em Bom Jardim , na Serra.
A seguir, confira o que pode e o que não pode ser compostado:

* SIM: restos de alimentos crus; feno ou palha (em pequenas quantidades); podas de arbustos; folhas secas; conchas de ostras e lagostas; cinzas de madeira provenientes de lareiras ou de fogão a lenha; penas; aparas de grama; jornais (em pequenas quantidades); serragem; guardanapos de papel; borras de café, incluindo filtros; sacos de chá.

*NÃO: gordura animal e restos de carnes; resíduos plásticos; carvão mineral ou vegetal; cinzas de churrasco; plantas doentes; fezes de animais de estimação; papel colorido.

Ainda tem mais um pedaço da reportagem, se alguém se interessar, por favor, falem comigo. Temos que dividir as informações. Estou guardando tudo que acho. :)

Até a próxima.

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